O governo federal anunciou uma nova medida para tentar conter a alta no gás de cozinha, um dos itens mais sensíveis no orçamento das famílias.
A iniciativa prevê a liberação de R$ 330 milhões para evitar que oscilações do mercado internacional impactem diretamente o consumidor.
Plano tenta segurar preço do gás de cozinha diante de alta global
A ação foi oficializada por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destina recursos ao Ministério de Minas e Energia. O objetivo é subsidiar a importação de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), permitindo que o produto chegue ao mercado brasileiro com valores próximos aos praticados internamente.
Na prática, o governo busca reduzir a pressão sobre o preço final do botijão, especialmente em um cenário de instabilidade internacional. Entre os fatores que influenciam a alta estão o encarecimento do petróleo, custos logísticos mais elevados e tensões geopolíticas que afetam a oferta global.
Atualmente, cerca de 20% do gás consumido no Brasil é importado, o que torna o país mais vulnerável às variações externas. Com a subvenção, a ideia é equilibrar essa diferença e evitar repasses imediatos ao consumidor.
A medida vale, inicialmente, para o período entre abril e maio, mas pode ser prorrogada dependendo das condições do mercado. Segundo o governo, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas a conter a inflação dos combustíveis e preservar o poder de compra da população.
Apesar do impacto potencial, especialistas apontam que o efeito pode ser temporário, já que o comportamento dos preços depende de fatores externos. Ainda assim, a medida tenta aliviar, no curto prazo, o custo do gás de cozinha para milhões de brasileiros.





