A chamada “taxa das blusinhas” pode estar com os dias contados. O governo federal avalia reduzir ou até eliminar a cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 — medida que, se confirmada, deve baratear produtos de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
A discussão ganhou força após pesquisas indicarem forte rejeição popular: mais da metade dos brasileiros é contra o imposto. Em um cenário político sensível, a proposta passou a ser vista como estratégica, especialmente por impactar diretamente o consumo das classes média e baixa.
O que muda na prática para o consumidor?
Se a decisão avançar, o efeito pode ser sentido rapidamente no bolso. Hoje, uma compra internacional pode ter acréscimo de cerca de 17% de ICMS, além de possíveis taxas federais. Sem essa cobrança, os preços finais tendem a cair de forma significativa.
Na prática, imagine uma blusa comprada por R$ 100 em um site internacional. Com impostos, ela pode chegar a custar cerca de R$ 120 ou mais. Sem a taxa, o valor voltaria a ficar próximo do original, tornando as compras online mais acessíveis novamente.
Apesar do possível corte federal, ainda existe um ponto de atenção: o ICMS, que é um imposto estadual. Ou seja, mesmo com o fim da taxação principal, o preço pode não voltar totalmente ao que era antes, a menos que haja acordo com os estados.
Do lado do governo, a perda de arrecadação — estimada em cerca de R$ 2 bilhões por ano — é considerada administrável. Por outro lado, setores do comércio nacional resistem à mudança, alegando concorrência desigual com produtos importados.
Enquanto isso, o tema segue em debate no Congresso. Caso avance, a medida pode marcar uma virada no custo das compras internacionais e reacender o consumo digital no Brasil — especialmente entre quem busca preços mais baixos no dia a dia.





