O Ministério da Saúde acendeu o sinal de alerta. Uma doença altamente contagiosa, que há décadas parecia controlada, voltou a circular com força em várias regiões do país.
Casos recentes acenderam a preocupação das autoridades sanitárias, e o governo federal emitiu um alerta nacional aos Estados e municípios para intensificar a vigilância e as campanhas de vacinação.
Avanço rápido e risco de surto em novos Estados
Até o momento, 34 casos foram confirmados no Brasil, com registros concentrados nos Estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, onde a situação já é considerada surto. A principal causa do reaparecimento da doença está ligada à queda na cobertura vacinal, segundo especialistas.
A pediatra e diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, explica que a imunização desigual entre os municípios cria brechas perigosas. “Quando uma cidade atinge 95% de cobertura, mas a vizinha mal chega a 70%, o vírus encontra espaço para circular. É assim que perdemos o controle”, alerta.
O esquema vacinal contra a doença é simples: duas doses da vacina tríplice viral — que também protege contra caxumba e rubéola — aplicadas aos 12 e 15 meses de idade. O imunizante é gratuito e tem eficácia de até 98%, mas o número de vacinados vem caindo.
Em 2025, a cobertura nacional está abaixo da meta mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que aumenta o risco de transmissão comunitária. Parte dos casos confirmados são importados — de pessoas que contraíram o vírus no exterior e retornaram ao Brasil já infectadas.
O cenário é preocupante: especialistas temem que o vírus volte a se espalhar como nos anos 1990, quando era uma das principais causas de mortalidade infantil no país. A mensagem é clara: vacinar é a única forma de conter o avanço dessa ameaça.
Informações: UOL





