Em tramitação no Congresso, a Proposta de Emenda à Constituição nº 25/2023, que prevê a criação do Sistema Único de Mobilidade (SUM), pode resultar em uma injeção mensal de até R$ 60 bilhões na economia nacional, segundo pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB).
Isso porque, por meio de um estudo, os especialistas constataram que o projeto, que pode servir de base para programas como o Tarifa Zero, voltado à oferta de transporte gratuito no país, permitiria que recursos atualmente comprometidos mensalmente fossem direcionados a diversos outros setores.
Em suma, ao converter as despesas com transporte em renda disponível, o benefício injetaria uma liquidez capaz de dinamizar o mercado interno, sobretudo devido à possibilidade dos recursos serem destinados ao consumo doméstico com maior frequência, o que impulsionaria ainda mais a arrecadação tributária.
A pesquisa feita pelos especialistas da UnB revelou ainda que uma eventual adesão ao programa Tarifa Zero ainda traria benefícios ambientais, já que que milhões de pessoas deixariam de gastar com seus veículos para utilizar o benefício, o que reduziria a taxa de emissões.
Obstáculos: implementação de benefício pode enfrentar desafios
Embora a Tarifa Zero seja um desejo compartilhado por governantes e cidadãos devido às suas vantagens econômicas, sua implementação plena pode ser demorada, sobretudo por conta de complexos obstáculos técnicos e orçamentários que precisam ser superados.
Na tentativa de encontrar saídas viáveis para custear o benefício, os especialistas da UnB sugeriram até mesmo substituir o pagamento do Vale-Transporte pelas empresas por incentivos governamentais. Porém, segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, a solução pode não bastar.
Em entrevista ao portal Exame, o ministro ressaltou que a estratégia poderia não cobrir os custos do projeto de forma significativa. Além disso, ele afirmou que, caso não haja cautela para implementar o benefício, a demanda pode acabar se tornando massiva e, assim, superar a oferta.





