O Parlamento da Hungria causou surpresa ao anunciar um corte de 40% nos salários dos deputados na última segunda-feira, 8 de junho de 2026. A medida foi proposta pelo primeiro-ministro Péter Magyar e aprovada por unanimidade pelos 189 parlamentares presentes na sessão. Essa redução visa diminuir os custos administrativos do governo e marca uma mudança drástica na política salarial do país.
A decisão surge após o governo anterior, liderado por Viktor Orbán, ter elevado significativamente os salários parlamentares. Antes do corte, os deputados ganhavam 6.135 euros brutos mensais, cerca de 3,8 vezes a renda média nacional. Com a nova tabela, o salário-base passa a ser de aproximadamente 3.690 euros brutos.
Estabilidade econômica
Péter Magyar justificou o corte salarial como parte de uma necessária reestruturação financeira. Além disso, benefícios como reembolsos para contas de celular e auxílios para aluguel de escritórios foram eliminados. Essas mudanças integram um esforço mais amplo para estabilizar as finanças do país, após acusações de corrupção nos governos anteriores.
O governo espera economizar 140 milhões de euros durante os próximos quatro anos com estas reformulações.
Promessas de transparência e reformas
A administração de Magyar tem feito declarações enfáticas contra a corrupção. Em entrevista recente, criticou o governo de Orbán por práticas questionáveis e garantiu um compromisso firme com medidas de transparência.
As comissões de transparência ainda não foram mencionadas formalmente como parte do processo de monitoramento, mas a expectativa é que medidas adicionais de controle sejam implementadas para garantir o sucesso das reformas. Espera-se que essas medidas também ajudem a Hungria a recuperar o acesso a recursos bloqueados da União Europeia.





