Uma proposta em discussão nos Estados Unidos tem chamado atenção por prometer mudar a forma como a noite é iluminada em grandes centros urbanos. No estado de Nova York, legisladores analisam um projeto que prevê o desligamento de luzes externas consideradas não essenciais durante a madrugada, com o objetivo de reduzir o consumo de energia e combater a poluição luminosa.
Conhecida como Dark Skies Protection Act, a medida não propõe um “apagão total”, mas sim uma reorganização do uso da iluminação artificial. Na prática, edifícios, fachadas e áreas privadas teriam que limitar o uso de luzes entre 23h e 5h, exceto em situações específicas.
“Apagão”: Projeto quer reduzir luz excessiva e mudar hábitos urbanos
O principal foco da proposta é diminuir o excesso de iluminação que se dispersa para o céu, prejudicando tanto o meio ambiente quanto a saúde humana. A ideia é que luzes sejam direcionadas apenas para onde são realmente necessárias, evitando desperdício de energia.
A medida também prevê que luminárias inadequadas sejam desligadas nesse período ou adaptadas para modelos mais eficientes, como sistemas com sensores de movimento. Ainda assim, serviços essenciais não seriam afetados.
Ficam de fora das restrições a iluminação de ruas, rodovias, hospitais, aeroportos e situações que envolvam segurança pública. Eventos, comércios em funcionamento e pontos turísticos — como a famosa Times Square — também podem solicitar exceções.
Entre os argumentos dos defensores está o impacto da luz artificial em animais, especialmente aves migratórias, que podem se desorientar com o excesso de brilho nas cidades. Além disso, especialistas apontam efeitos no sono humano, já que a exposição constante à luz interfere no ritmo biológico.
O projeto ainda está em análise e não entrou em vigor. Caso seja aprovado, a mudança será gradual e focada em adaptação, com ações educativas e sem previsão inicial de multas.





