O surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que deixou três mortos, apresenta um risco considerado baixo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O incidente ocorreu em abril de 2026, ao longo de uma rota entre a Argentina e Cabo Verde, onde o navio permanece ancorado.
A OMS afirma que todas as medidas de segurança estão sendo seguidas pelos tripulantes e passageiros para conter o vírus.
A presença de hantavírus foi confirmada a bordo após a morte de um passageiro holandês em 11 de abril. Ele viajava com sua esposa, que também foi vítima fatal da doença, após ser internada na África do Sul.
Cinco casos suspeitos estão sob investigação pela OMS, que trabalha em conjunto com a operadora do cruzeiro para garantir a segurança de todos os ocupantes.
Riscos
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores infectados. Ele pode causar sintomas graves, que vão desde problemas respiratórios a febres hemorrágicas.
A transmissão entre humanos é extremamente rara. Isso traz algum alívio em relação a surtos mais agressivos.
Os passageiros a bordo do cruzeiro enfrentam incertezas, pois ainda não têm autorização para desembarcar em Cabo Verde, medida preventiva que visa proteger a população local.
Equipes médicas internacionais continuam monitorando a saúde dos passageiros. Especialistas embarcaram para realizar avaliações, e a OMS está investigando a possibilidade de transmissão entre pessoas, algo geralmente incomum para o hantavírus.
Repatriação
Atualmente, um paciente britânico está internado na África do Sul, recebendo cuidados intensivos. As autoridades de saúde, em colaboração com a OMS, buscam repatriar outros passageiros afetados pelo surto.
A embarcação segue ancorada, aguardando decisões sobre futuras evacuações para um porto seguro. As investigações sobre a origem do vírus continuam, enquanto se trabalha para evitar o contágio.





