Após quatro anos de debates, ajustes e negociações com órgãos de preservação, a nova megaloja da Havan no Centro Histórico de Blumenau começa a ganhar forma. Diferente do padrão conhecido da rede, a unidade terá uma fachada adaptada ao estilo enxaimel, típico da região, em uma tentativa de conciliar a identidade visual da empresa com a herança cultural da cidade catarinense.
A mudança no projeto foi decisiva para destravar a obra. Inicialmente, a Havan planejava erguer uma loja com a estética inspirada na Casa Branca, marca registrada da rede. A proposta, no entanto, encontrou resistência de moradores, especialistas e do próprio Ministério Público Federal, que apontavam risco de descaracterização do conjunto histórico da área central.
Fachada da Havan inspirada na tradição alemã
O novo desenho arquitetônico, aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural Edificado (COPE) no fim de julho, recebeu 12 votos favoráveis e apenas três contrários. O aval seguiu pareceres técnicos da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que consideraram a reformulação compatível com o entorno urbano.
Com a alteração, a fachada passa a dialogar diretamente com a tradição alemã de Blumenau, conhecida por suas construções em estilo enxaimel. O empresário Luciano Hang afirmou que a adaptação foi pensada para reforçar o potencial turístico da cidade e criar uma unidade integrada ao cenário histórico.
A nova loja está sendo construída em um terreno de quase 14 mil metros quadrados, em dois pavimentos, na rua Oscar Jenichen, próxima à Rua das Palmeiras, um dos cartões-postais do município. A expectativa é que o espaço reúna áreas de compras, estacionamento e ambientes voltados ao lazer.
Esta será a quinta unidade da Havan em Blumenau. Para a prefeitura, o projeto representa um teste de equilíbrio. Resta saber como a fachada será recebida pelo público local.





