Em busca da juventude, o empresário Bryan Johnson, de 45 anos, realizou transfusões de sangue com o plasma de seu filho de 17 anos. O procedimento ocorreu em uma clínica próxima a Dallas, nos Estados Unidos, como parte do experimento que também envolveu seu pai de 70 anos.
Johnson tenta rejuvenescer seu corpo utilizando esta técnica, baseando-se em estudos com roedores que mostraram efeitos rejuvenescedores.
Transfusões familiares
O método adotado por Johnson, denominado “O Método das Três Gerações”, inclui ele, seu filho Talmage e seu pai. Cada um recebeu o plasma da geração seguinte na linha familiar.
Enquanto Johnson recebeu o plasma do seu filho, seu pai recebeu o plasma de Johnson. Essa abordagem foi inspirada em estudos realizados em animais, que sugerem que transfusões de plasma jovem podem oferecer benefícios regenerativos significativos.
Base científica
Os experimentos de Johnson são inspirados em pesquisas feitas com camundongos, onde animais mais velhos apresentaram sinais de rejuvenescimento ao receber plasma de animais mais jovens. No entanto, apesar da popularidade e do interesse público gerado, não existem evidências científicas robustas que atestem a eficácia destes procedimentos em humanos.
O potencial desses métodos ainda gera discussões acirradas na comunidade científica.
Controvérsias
O uso de transfusões de plasma jovem em humanos é amplamente contestado. Especialistas alertam para riscos como infecções, reações alérgicas e outras complicações.
Além disso, a FDA nos Estados Unidos já se pronunciou contra esse tipo de procedimento, salientando que não existem benefícios clínicos comprovados. Hematologistas destacam que o plasma pode transmitir doenças como HIV e hepatite, sublinhando a necessidade de cautela.





