Bryan Hooper Sr., que passou quase três décadas atrás das grades acusado de assassinato, deixou a Penitenciária de Stillwater, em Minnesota, na última quinta-feira (4). A liberdade foi concedida após a mulher que serviu como principal testemunha de acusação confessar ter sido a verdadeira autora do crime.
A decisão foi tomada pela juíza Marta Chou, que acatou o pedido do Ministério Público e do Projeto Inocência Great North para anular a sentença. “Hoje, os tribunais confirmaram o que Bryan Hooper, sua família e seus defensores sempre souberam: ele é um homem inocente”, declarou Mary Moriarty, procuradora do condado de Hennepin, ao Independent.
O caso e reviravolta
Hooper havia sido condenado em 1998 pelo assassinato premeditado de Ann Prazniak, de 77 anos. O corpo da vítima foi encontrado em seu apartamento em Minneapolis, enrolado em sacos de lixo e cobertores, com sinais de asfixia. Na época, a condenação se apoiou fortemente no depoimento de uma testemunha que agora admitiu ter cometido o crime. O réu recebeu três sentenças de prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 30 anos.
No mês passado, a procuradora Moriarty anunciou que apoiaria a libertação de Hooper, já que a testemunha-chave retirou seu depoimento e confessou o assassinato. Segundo a decisão judicial, “a condenação foi manchada por evidências falsas e, sem esse falso testemunho, o júri poderia ter chegado a outra conclusão.”
Após a soltura, Hooper reencontrou os filhos e pretende viver com eles na região de Twin Cities. Ainda não está definido se a mulher que assumiu o crime será processada. Atualmente, ela cumpre pena por outro delito na Geórgia e deve deixar a prisão em aproximadamente quatro anos.





