O superiate Eclipse, antigo patrimônio do multimilionário Roman Abramovich, permaneceu atracado no porto de Muğla, na Turquia, por quase três anos, operando continuamente seus geradores.
O motivo não era o conforto de passageiros ou tripulantes, mas a manutenção do sistema de ar condicionado, necessário para preservar interiores luxuosos e os complexos sistemas eletrônicos da embarcação.
Superiate Eclipse é considerado o segundo maior do mundo
Durante cerca de 30 meses, o navio de 162,5 metros consumiu toneladas de diesel diariamente, mantendo uma temperatura estável para evitar danos em madeiras nobres, equipamentos e servidores internos.
Estima-se que o custo energético e o impacto ambiental dessa operação foram significativos, evidenciando a escala quase absurda de recursos necessários para manter superiates desse porte em condições ideais, mesmo quando inativos.
O Eclipse não é apenas um iate de luxo, mas uma fortaleza tecnológica flutuante. Entre seus equipamentos estão:
- Sistema de defesa antimísseis
- Dois helipontos
- Mini-submarino com capacidade de mergulho de até 50 metros
- Vidros à prova de balas e blindagem parcial do casco
No interior, a embarcação conta com piscinas, cinema, discoteca e suítes luxuosas, todas gerenciadas por uma infraestrutura complexa de informática que precisa de temperatura controlada, semelhante a um data center. Mesmo atracado, o navio permanece sob supervisão de uma tripulação de 60 pessoas, conforme relatos da imprensa turca.
Após esse período, o Eclipse levou âncora em direção ao estaleiro de Tuzla, em Istambul, onde passará por uma reforma completa, incluindo atualização de sistemas de navegação, propulsão e acabamentos internos.
Como destaca a revista LuxuryLaunches, a operação contínua dos geradores foi essencial para preservar os interiores e sistemas sofisticados do Eclipse, evidenciando o custo financeiro e ambiental que acompanha o luxo extremo em embarcações desse porte.





