O ex-jogador Raí, ícone histórico do São Paulo e campeão do mundo com a seleção brasileira em 1994, está cotado para entrar de cabeça na política em 2026. De acordo com apurações do PlatôBR, o nome do ex-atleta surge como forte possibilidade para compor a chapa da ministra Simone Tebet (atualmente no Planejamento) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, ocupando a vaga de vice-governador. A articulação é ventilada no PSB, partido que poderia abrigar a candidatura de Tebet, e ainda depende de avanços nas negociações do ciclo eleitoral atual.
Irmão de Sócrates, o eterno símbolo da Democracia Corinthiana nos anos 80, Raí carrega uma longa trajetória de engajamento social e posicionamentos políticos claros. Sua possível aliança com Tebet é bem vista por aliados do campo progressista, pois une a experiência técnica e política da ministra a uma figura de grande popularidade, com apelo forte entre eleitores que valorizam causas sociais e uma imagem limpa vinda do esporte.
Nos corredores do poder, o apoio do presidente Lula à sucessão em São Paulo segue indefinido. Apesar de a dupla Tebet-Raí ser considerada uma opção competitiva, há quem aposte em uma entrada do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na briga pelo governo paulista. Por outro lado, a relutância de Haddad em disputar novamente o cargo abre caminho para alternativas, e Raí pode acabar se consolidando como peça central no tabuleiro do campo governista no estado.
Posicionamentos que marcaram sua imagem pública
Raí se destacou politicamente especialmente durante a pandemia de Covid-19, quando criticou abertamente o governo Bolsonaro, chamando o período de “verdadeiro pesadelo” e questionando duramente as decisões federais. Mais recentemente, em 2024, durante protesto em Paris contra o crescimento da extrema-direita, ele reforçou que esse espectro ideológico põe em risco direitos humanos, a democracia e as minorias.
Além da carreira brilhante nos campos com títulos expressivos pela seleção, pelo São Paulo e pelo Paris Saint-Germain, Raí também atuou como dirigente no Tricolor paulista após pendurar as chuteiras. Se confirmar a candidatura em 2026, o ex-camisa 10 pode converter sua influência simbólica no futebol em capital político real, disputando influência no maior eleitorado do Brasil.





