A implementação do programa conhecido como Bom Condutor, que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), foi bem recebida por grande parte dos motoristas brasileiros. No entanto, a novidade traz uma ressalva importante: condutores com 70 anos ou mais ficam de fora do benefício, mesmo que mantenham histórico exemplar no trânsito.
Na prática, isso significa que motoristas idosos continuam obrigados a seguir o processo tradicional de renovação, com exames e prazos específicos. A medida exige atenção redobrada e planejamento prévio para evitar a perda do direito de dirigir de forma regular.
Quem fica fora do benefício e o que muda na prática
A renovação automática foi criada para condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que reúne motoristas sem infrações de trânsito nos últimos 12 meses. Para quem atende aos critérios, a atualização da CNH ocorre automaticamente no vencimento do documento, sem cobrança de taxas ou necessidade de comparecer presencialmente ao Detran.
Todo o procedimento é realizado de forma digital, por meio dos sistemas da Secretaria Nacional de Trânsito, com a nova CNH disponibilizada no aplicativo oficial. A proposta do governo é reduzir burocracia e valorizar o bom comportamento no trânsito.
Também não têm direito à renovação automática motoristas com CNH vencida há mais de 30 dias ou com prazo de validade reduzido por recomendação médica, como em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento frequente. Já condutores entre 50 e 69 anos podem utilizar o recurso apenas uma única vez.
Para os idosos acima de 70 anos, a principal recomendação é não deixar a CNH vencer. A legislação mantém a validade de três anos para essa faixa etária e continua exigindo exames presenciais de aptidão física e mental. O agendamento deve ser feito com antecedência junto ao Detran do estado.





