Cartórios de todo o país têm intensificado alertas direcionados a idosos que possuem imóveis ou outros bens registrados em seu nome. A medida busca prevenir fraudes patrimoniais e orientar esse público sobre formas seguras de proteger o próprio patrimônio, especialmente diante do aumento de golpes envolvendo dados pessoais.
A iniciativa ganhou força após novas regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que passaram a incentivar mecanismos de proteção jurídica, como a chamada autocuratela. O instrumento permite que a própria pessoa, ainda em plena capacidade, indique quem poderá administrar seus bens no futuro, caso haja perda de autonomia.
Como se proteger de golpes e organizar o patrimônio
Segundo os cartórios, idosos estão entre os principais alvos de fraudes, muitas vezes realizadas por meio de contatos falsos que simulam comunicados oficiais. Entre as abordagens mais comuns estão pedidos de atualização cadastral, solicitação de envio de documentos originais e mensagens que induzem a assinaturas ou concessão de procurações.
A orientação é clara: qualquer contato deve ser confirmado diretamente com o cartório responsável, por canais oficiais. Também é recomendado não entregar documentos fora do ambiente seguro e evitar pagamentos antecipados sem validação.
Outra ferramenta importante é a certidão de inteiro teor, que permite verificar a situação atual do imóvel e identificar possíveis alterações no registro.
Além da prevenção, especialistas destacam a importância do planejamento patrimonial. A autocuratela, formalizada em cartório, ajuda a evitar conflitos familiares e facilita decisões futuras. A partilha de bens ainda em vida também pode reduzir burocracias para herdeiros.
Paralelamente, propostas em análise no Congresso preveem a criação de sistemas de alerta para identificar indícios de abuso financeiro contra idosos, envolvendo bancos, cartórios e hospitais.
No geral, o recado é direto: manter dados atualizados, desconfiar de contatos suspeitos e planejar o futuro são medidas essenciais para evitar prejuízos e garantir mais segurança jurídica.





