A frase “Sofremos mais na imaginação do que na realidade” do filósofo romano Sêneca, escrita no primeiro século, continua a ecoar. Originalmente comunicada a Lucílio na Carta XIII, essa observação revelou como as pessoas podem se afligir com medos infundados.
Sêneca questionava a predisposição de sofrer por antecipação. Para ele, quem sofre antes do necessário, sofre mais do que o necessário.
A relevância dessa ideia é ainda mais evidente no contexto atual, em um mundo impactado pela era digital e suas inúmeras notificações. A conexão entre a frase de Sêneca e a ansiedade moderna reflete como a tecnologia amplifica essas preocupações.
Estudos recentes apontam que o uso excessivo de redes sociais eleva os níveis de ansiedade, particularmente entre os jovens.
Por que a era digital exacerba a ansiedade?
O cérebro humano, voltado para reconhecer riscos, tende a criar cenários mais alarmantes do que a realidade demanda. Este hábito é acentuado pelos desafios das mídias digitais, onde notificações constantes e comparações online intensificam percepções de ameaça.
Pesquisa publicada na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação apoia essa relação.
A cultura digital de 2026 gera um ambiente em que problemas menores são percebidos como ameaças relevantes. As redes sociais perpetuam perfis idealizados, desencadeando maior introspecção e insegurança.
Filosofia de Sêneca no dia a dia
A sabedoria estoica sugere focar no que podemos mudar. Sêneca argumentava que a transição do pensamento catastrófico para a ação concreta é essencial para minimizar a ansiedade.
Embora a antecipação de riscos positivos seja natural, é crucial balancear essa tendência com uma perspectiva realista. O ensinamento de Sêneca destaca que enfrentar desafios emocionais requer uma abordagem centrada em fatos controláveis.





