Milhares de aposentados e pensionistas ainda podem ter valores a receber da Previdência Social, mas parte desse recurso continua sem previsão de pagamento por falta de uma etapa obrigatória. Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cerca de 656 mil segurados ainda não concluíram a adesão necessária para liberar o chamado dinheiro travado no INSS, referente ao ressarcimento de descontos considerados irregulares.
Ao todo, o programa de devolução já movimentou R$ 3,2 bilhões, beneficiando milhões de brasileiros que contestaram cobranças realizadas entre março de 2020 e março de 2025. No entanto, quem ainda não assinou o termo de adesão continua com os valores bloqueados.
Quem precisa fazer o procedimento para receber o dinheiro
O INSS esclarece que a liberação dos recursos não acontece automaticamente para a maioria dos beneficiários. É necessário acessar o aplicativo ou o portal Meu INSS e assinar digitalmente o acordo de ressarcimento. Somente após essa confirmação o pagamento poderá ser programado.
Há, porém, exceções. Pessoas com mais de 80 anos, indígenas e quilombolas recebem os valores de forma automática, sem necessidade de realizar qualquer procedimento pela internet.
De acordo com a Previdência Social, muitos segurados ainda não solicitaram o ressarcimento porque têm dificuldade para identificar os descontos indevidos nos extratos de pagamento. Em alguns casos, as cobranças são confundidas com tarifas bancárias ou descontos obrigatórios.
O procedimento é gratuito e não exige intermediários. Após fazer login com a conta Gov.br no Meu INSS, o beneficiário deve consultar o extrato, localizar a opção referente ao acordo dos descontos indevidos e concluir a assinatura eletrônica.
Depois da confirmação, o valor será depositado na mesma conta em que o aposentado ou pensionista já recebe o benefício mensal. Para evitar golpes, o INSS reforça que não realiza cobranças para liberar os pagamentos e orienta os segurados a desconfiarem de contatos oferecendo ajuda mediante pagamento.





