O Itaú Unibanco planeja implementar mudanças no regime de trabalho híbrido a partir de 2028, passando a exigir presença no escritório três dias por semana. Atualmente, colaboradores cumprem oito dias presenciais mensais. A mudança também afetará superintendentes e diretores, visando alinhar o trabalho às demandas do mercado financeiro.
A decisão teria sido tomada sem consulta prévia aos sindicatos, conforme críticas do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Para os superintendentes, a mudança começa em janeiro de 2027, quando passarão a trabalhar no escritório quatro dias por semana.
Impactos da expansão para os funcionários
Com este ajuste, o Itaú Unibanco buscaria melhorar a produtividade e integração entre as equipes. A exigência elevou preocupações quanto à capacidade das instalações para receber um número maior de funcionários.
Apesar disso, os colaboradores estariam preocupados com o aumento nos custos de deslocamento e a redução na flexibilidade do dia a dia. Estes fatores alimentam o debate contínuo sobre o futuro do regime de trabalho no setor financeiro.
Contexto do regime de trabalho híbrido
A reintegração ao ambiente de escritório está se tornando uma tendência no setor bancário. Instituições planejam igualmente medidas de retorno ao trabalho presencial em 2026, impulsionadas por preocupações com produtividade. O JPMorgan Chase também anunciou expansões e modernizações em sua infraestrutura física, reforçando esse movimento.
As mudanças estruturais no Itaú evidenciam a preparação para atender à crescente demanda por espaços adequados e o desafio de equilibrar a presença física com expectativas de flexibilidade do trabalho remoto.





