A partir do dia 13 de abril, segurados do INSS deverão ficar atentos a uma nova regra que muda a forma de realização de perícias médicas no país. Apesar da adoção de tecnologia, o comparecimento presencial às agências continuará sendo obrigatório em diversos casos — especialmente para idosos que precisam passar por avaliação.
A medida foi oficializada por meio de uma portaria publicada no fim de março e estabelece o uso da telemedicina nos atendimentos médico-periciais. Na prática, o segurado deverá ir até uma Agência da Previdência Social (APS), onde será atendido por videoconferência com um perito médico federal.
Ou seja, mesmo com o avanço digital, o procedimento não será totalmente remoto. No local, serão realizados processos como identificação do beneficiário, envio e digitalização de documentos e registro das informações em um sistema seguro.
O que muda com a nova regra do INSS
Com a mudança, perícias iniciais, reavaliações do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros atendimentos passam a contar com o formato híbrido. O objetivo do governo é reduzir filas, acelerar análises e ampliar o acesso ao serviço, sem abrir mão da segurança.
Para garantir a proteção dos dados, o sistema utiliza tecnologias como conexão segura (VPN) e autenticação em dois fatores durante todo o atendimento.
Segundo o INSS, a expectativa é modernizar o processo e diminuir o tempo de espera por benefícios, especialmente nos casos de auxílio por incapacidade. Ainda assim, o comparecimento à agência segue como etapa obrigatória para validação das informações.
A iniciativa faz parte de um movimento maior de digitalização dos serviços previdenciários. Nos últimos anos, ferramentas como o Atestmed já vinham permitindo a solicitação de benefícios com base em documentos médicos. Agora, com a telemedicina, o modelo híbrido passa a ser ampliado — exigindo atenção redobrada dos segurados às novas regras.





