O Itaú Unibanco anunciou, no dia 6 de outubro, uma proposta de indenização para cerca de mil funcionários demitidos enquanto operavam em home office ou regime híbrido. A negociação foi mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.
As demissões ocorreram em 8 de setembro, baseadas em registros de produtividade, conforme avaliação por softwares específicos.
Os termos do acordo preveem até dez salários adicionais para trabalhadores com mais de dois anos na empresa, além de um valor fixo de R$ 9 mil e a décima terceira cesta-alimentação.
Para empregados com até 23 meses de serviço, a proposta inclui quatro pisos salariais, uma parcela fixa de R$ 9 mil e a manutenção de benefícios adicionais. A decisão sobre a aceitação do acordo será discutida em uma assembleia híbrida, marcada para a próxima quinta-feira, dia 9.
Negociações
O processo de negociação ocorreu com um acordo de sigilo, pedido pelo sindicato até a votação. O banco comprometeu-se a continuar com o teletrabalho, atendendo a uma demanda central dos representantes dos funcionários.
O monitoramento das atividades digitais dos funcionários foi intensificado, com o uso de softwares que avaliaram o desempenho durante quatro meses. Esse monitoramento resultou em dados utilizados para embasar as demissões, que o banco considera desligamentos múltiplos, diferindo de demissão em massa.
Decisão
Na próxima quinta-feira, dia 9, os ex-funcionários do Itaú devem avaliar a proposta, que adiciona transparência e mantém diálogo com o Sindicato dos Bancários.
Caso o acordo seja aprovado, a adesão será individual e poderá ser firmada em até seis meses.





