Listado na Forbes e apontado como o brasileiro mais rico do mundo, Eduardo Saverin acumula um patrimônio estimado em R$ 227 bilhões.
O número o mantém no topo do ranking nacional pelo segundo ano consecutivo e o coloca entre os maiores bilionários do planeta. A fortuna é impulsionada pela valorização das ações da Meta, controladora do Facebook, que ajudou a fundar.
De cofundador do Facebook a investidor global
Nascido em São Paulo, em 19 de março de 1982, Saverin mudou-se para os Estados Unidos ainda criança, aos 11 anos, com a família. Foi em Harvard que conheceu Mark Zuckerberg e participou da criação do Facebook, em 2004, ao lado de outros colegas.
Anos depois, divergências internas levaram à sua saída da gestão da empresa, episódio retratado no filme “A Rede Social”. Mesmo com participação acionária inferior a 5%, sua fatia foi suficiente para garantir uma fortuna bilionária.
Desde 2012, o empresário vive em Singapura, onde mantém um perfil discreto. Longe dos holofotes, consolidou-se como investidor e fundou, em 2015, a B Capital, empresa voltada para startups de tecnologia com atuação global. O crescimento do setor e o avanço da inteligência artificial ajudaram a inflar ainda mais seu patrimônio.
Apesar do estilo reservado, Saverin chama atenção no mercado imobiliário. Ele protagonizou uma das maiores transações da história de Singapura ao comprar uma cobertura no edifício Sculptura Ardmore, considerado um dos endereços mais exclusivos do país. O imóvel ocupa o último andar, tem cerca de 956 metros quadrados e foi adquirido por US$ 44,2 milhões.
A liderança de Saverin reflete um cenário mais amplo. Segundo a Forbes, os 300 bilionários brasileiros somam cerca de R$ 2,01 trilhões, o equivalente a 17,1% do PIB nacional. No topo, o empresário simboliza uma elite globalizada, ligada à tecnologia e distante do país onde nasceu.





