Um levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) trouxe dados positivos sobre o impacto do Bolsa Família na vida das mães brasileiras. Segundo o estudo, mulheres beneficiárias do programa apresentaram um crescimento de 7,4% no índice de empregos formais em comparação à média registrada antes de ingressarem no benefício.
O efeito foi ainda mais expressivo entre as mães de crianças com idades entre 3 e 6 anos, grupo que registrou maior avanço na entrada para o mercado de trabalho.
Cuidado com a família ainda é barreira
Apesar dos avanços, o estudo aponta que a responsabilidade doméstica continua sendo um desafio. Cerca de um terço das mulheres entrevistadas afirmou não estar disponível para aceitar uma oferta de emprego, enquanto entre os homens esse percentual cai para 10%. A principal justificativa foi a necessidade de cuidar do domicílio, mencionada por 20% das beneficiárias.
Redução da indisponibilidade
Os dados mostram que o Bolsa Família tem efeito direto na inclusão produtiva: o programa reduz em 4,2% a probabilidade de mulheres estarem indisponíveis para um emprego formal. Esse impacto é mais visível em regiões mais pobres e em municípios que destinam maiores investimentos em saúde e educação.
Mais que assistência
De acordo com especialistas do MDS, os resultados reforçam a ideia de que o Bolsa Família não é apenas uma política de assistência financeira, mas também uma ferramenta que contribui para reduzir barreiras estruturais e estimular a participação feminina no mercado de trabalho.





