A fila de pedidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou ao centro das atenções em 2026, após atingir números considerados críticos. Em fevereiro, o volume de requerimentos pendentes chegou a mais de 3,1 milhões — um recorde recente.
Apesar de uma leve queda em março, quando o total recuou para cerca de 2,7 milhões, a espera ainda afeta milhões de brasileiros que aguardam a liberação de benefícios.
Entenda por que a fila do INSS continua alta
O grande volume está diretamente ligado ao aumento na demanda. Só em março, o sistema recebeu uma média de 61 mil novos pedidos por dia, superando os meses anteriores. Entre os principais benefícios solicitados estão aposentadorias, pensões, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e perícias médicas.
Dados recentes mostram que cerca de 900 mil solicitações estão relacionadas à aposentadoria, enquanto centenas de milhares envolvem benefícios assistenciais e avaliações médicas. Embora boa parte dos pedidos esteja dentro do prazo de até 45 dias, muitos brasileiros relatam demora superior ao previsto em lei.
Para tentar reduzir essa fila, o INSS tem adotado estratégias como a chamada “fila nacional”, que permite redistribuir processos entre servidores de diferentes regiões. Além disso, mutirões e grupos especializados foram criados para acelerar a análise dos casos mais complexos.
Em março de 2026, o órgão informou ter concluído mais de 1,6 milhão de processos, o que ajudou a reduzir parte do estoque acumulado. Ainda assim, o desafio continua grande.
A pressão por resultados também levou a mudanças na gestão do instituto. A expectativa agora é que novas medidas tragam mais agilidade ao sistema e reduzam o tempo de espera.
Para quem aguarda um benefício, a orientação é acompanhar o andamento pelo aplicativo Meu INSS e manter a documentação atualizada, evitando atrasos ainda maiores na análise.





