Há alguns anos, uma formação incomum vem chamando a atenção no Atlântico, uma extensa faixa marrom de sargaço, uma alga marinha que agora se espalha de forma quase contínua entre a África Ocidental e a América.
Imagens de satélite de maio de 2024 registraram o volume impressionante de 37,5 milhões de toneladas desse material no oceano, formando um cinturão que já alcança 8.850 quilômetros de extensão, mais que o dobro da largura dos Estados Unidos.
O Grande Cinturão de Sargaço
Batizado de Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico (GASB), o fenômeno simplesmente não existia há 15 anos. Sua primeira aparição em massa ocorreu em 2011, e desde então a faixa cresce quase todos os anos, atingindo em 2025 seu maior tamanho já observado.
Embora o sargaço tenha um papel importante no equilíbrio ecológico, funcionando como habitat e fonte de alimento para várias espécies marinhas, sua proliferação descontrolada traz graves consequências.
Impactos ambientais e sociais
Quando acumulado nas praias, o sargaço em decomposição libera gases tóxicos, como sulfeto de hidrogênio, prejudicando a biodiversidade e colocando em risco a saúde de comunidades costeiras. Além disso, gera prejuízos para o turismo, a pesca e outras atividades econômicas que dependem do mar.
Soluções em estudo
Diante do desafio global, pesquisadores têm buscado alternativas de reaproveitamento. No Brasil, estudos já resultaram na produção de tijolos à base de algas marrons, usados na fabricação de cerâmicas leves para a construção civil.
Esses materiais reduzem o consumo de recursos naturais e melhoram a eficiência energética. O sargaço também vem sendo testado em concretos mais leves, em lajes com maior conforto térmico e até em aplicações de jardinagem.





