A médium Márcia Sensitiva, figura bastante conhecida no Brasil, teve sua imagem utilizada de maneira fraudulenta em um golpe digital. Criminosos usaram deepfake para reproduzir sua voz e aparência em vídeos que anunciavam falsos retratos de “almas gêmeas”. O caso, registrado recentemente em São Paulo, já está sendo investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
A própria Márcia percebeu a farsa e reagiu publicamente durante o programa Melhor da Tarde, da Band, (4). “Que absurdo”, declarou, ao comentar como sua identidade foi usada de forma criminosa.
Golpes cada vez mais sofisticados
O uso de tecnologias como inteligência artificial e deepfake tem ampliado o alcance das fraudes digitais. Com esses recursos, criminosos conseguem simular falas e aparências de figuras públicas, fazendo com que anúncios falsos pareçam legítimos. Investigações internacionais já identificaram redes organizadas que aplicam golpes semelhantes envolvendo personalidades famosas.
Famosos como alvos
De acordo com o levantamento do projeto Será que é golpe?, um em cada seis crimes virtuais hoje se aproveita da imagem de celebridades. A popularidade dessas figuras acaba se tornando uma ferramenta explorada por criminosos para dar credibilidade a anúncios e vendas falsas.
Redes sociais sob pressão
Apesar dos esforços das plataformas para detectar e remover conteúdos enganosos, especialistas apontam que o usuário ainda é a linha de frente na verificação de informações. Perfis falsos, promoções tentadoras e anúncios com rostos famosos exigem cautela redobrada antes de qualquer engajamento.
Enquanto isso, o caso de Márcia Sensitiva segue em análise pelo DEIC, que busca identificar os responsáveis pelo golpe digital.





