Após diversos casos em São Paulo, as bebidas adulteradas com metanol chegaram em outro estado, o que indica que o problema pode vir a ser nacional. A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou, nesta quarta-feira (8), o primeiro caso de intoxicação por metanol no Rio Grande do Sul.
O paciente, um homem de 42 anos, apresentou sintomas após consumir bebidas alcoólicas durante uma viagem a São Paulo. Outros três casos suspeitos — em Porto Alegre, Novo Hamburgo e Nova Santa Rita — seguem sob análise das autoridades de saúde.
Casos suspeitos e medidas preventivas
O homem relatou ter ingerido caipirinhas com vodka em um bar paulista no dia 26 de setembro. Quatro dias depois, passou a sentir febre, dores abdominais e fortes dores de cabeça.
Em seguida, surgiram visão turva e alteração na percepção de cores — sinais típicos de intoxicação por metanol. Ele foi internado no Hospital São Lucas, na capital gaúcha, e já recebeu alta. Exames laboratoriais confirmaram a presença da substância no sangue. O caso foi comunicado ao Ministério da Saúde.
Enquanto novos exames são realizados, o governo estadual montou uma força-tarefa para reforçar o monitoramento e o atendimento de possíveis vítimas. Entre as medidas, estão a ampliação da testagem laboratorial no Centro de Informação Toxicológica (CIT/RS) e o levantamento de estoques de etanol farmacêutico — antídoto utilizado no tratamento da intoxicação por metanol.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) também concluiu a análise de um caso inicialmente suspeito em Porto Alegre, descartando a presença da substância. Outro paciente, de 23 anos, segue em observação após relatar sintomas leves após consumo excessivo de vinho.
O metanol é um tipo de álcool usado em solventes e combustíveis, impróprio para o consumo humano. Quando ingerido, é convertido pelo organismo em compostos altamente tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem causar cegueira, insuficiência de órgãos e até a morte.
Informações: G1





