A morte de um turista estrangeiro no Nordeste reacendeu alertas sobre possíveis casos de envenenamento por substâncias químicas em bebidas alcoólicas.
Embora a principal suspeita em redes sociais tenha sido o metanol, autoridades de saúde afirmam que, até o momento, não há comprovação de que essa tenha sido a causa do óbito. Ainda assim, internações recentes por quadros compatíveis com intoxicação levantaram preocupação em diferentes estados da região.
Foi metanol? O que se sabe sobre turista que morreu no nordeste
Na Bahia, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) descartou a hipótese de contaminação por metanol em um jovem transferido para Salvador após apresentar sintomas graves.
O rapaz havia consumido bebida alcoólica com energético em uma festa no interior e, por precaução, foi submetido a exames específicos. Segundo a Sesab, os critérios clínicos e epidemiológicos não confirmaram a suspeita, e a possibilidade de intoxicação por metanol foi oficialmente afastada.
Já em Pernambuco, um turista holandês de 45 anos, identificado como Ivo Borst, morreu após passar mal em um apartamento no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Ele estava hospedado no local a convite de amigos.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado no início da noite para uma ocorrência classificada como “intoxicação exógena”, termo utilizado quando o organismo reage a substâncias externas.
Apesar da coincidência temporal entre os episódios, não há, até agora, indícios de ligação direta entre os casos. A Polícia Civil de Pernambuco registrou a ocorrência como “morte a esclarecer” e informou que as investigações seguem em andamento.
Especialistas lembram que o metanol é altamente tóxico e pode provocar cegueira, falência de órgãos e morte, mas ressaltam que sua presença precisa ser confirmada por análises laboratoriais.
Enquanto isso, autoridades reforçam consumir bebidas de procedência confiável e buscar atendimento imediato sempre.





