Um inesperado tornado atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no último sábado, 10 de janeiro. O fenômeno, incomum em áreas urbanas no Brasil, causou danos extensos e mobilizou equipes de emergência.
Imagens registradas pelos moradores mostram a tempestade destelhando casas e derrubando árvores, um cenário raro em cidades densamente povoadas.
O que torna esse tornado tão raro?
O tornado foi classificado como F2 na Escala Fujita, com ventos de até 180 km/h em um percurso de 1 km. No Brasil, esses eventos são mais comuns em áreas rurais, o que torna a sua ocorrência em uma região metropolitana ainda mais notável.
Apesar de seu impacto, a sua breve duração ajudou a limitar os danos.
Consequências do tornado em São José dos Pinhais
O bairro Guatupê foi o mais afetado, com cerca de 350 residências danificadas, incluindo árvores caídas e problemas na rede elétrica. Duas pessoas sofreram ferimentos leves, e algumas famílias precisaram deixar suas casas.
As equipes de emergência distribuíram 92 lonas para proteger as propriedades avariadas. Felizmente, não houve mortes.
A Prefeitura de São José dos Pinhais acionou a Defesa Civil, que enviou equipes para limpar as vias e ajudar os moradores. Um Posto de Comando foi instalado no Guatupê, coordenando as operações de resposta e avaliação de riscos para garantir a segurança das famílias.
Como o tornado se formou
A formação do tornado foi impulsionada pela combinação de calor, umidade e um sistema de baixa pressão que chegou do Sul. Esses fatores criaram uma instabilidade atmosférica no Paraná, aumentando a probabilidade de tempestades severas.
A previsão do tempo indicava chuvas fortes e ventos até o término do fim de semana.





