No universo dos colecionadores, uma moeda de dez centavos pode valer muito mais do que uma nota de R$ 100. Mas, para isso, é preciso que a peça seja rara.
E o que torna uma moeda rara? Normalmente, sua valorização está ligada a erros de cunhagem ou edições limitadas lançadas para colecionadores.
Moedas com “erro” podem ser valiosas
Alguns anos se destacam nesse cenário, como 1998, 2001 e 2012, quando determinadas moedas ganharam fama por defeitos específicos. Em 1998, por exemplo, o número de moedas produzidas foi menor que o habitual. Além disso, muitas apresentaram o chamado defeito da “data marcada”, quando os números da emissão aparecem fora do lugar ou impressos com profundidade excessiva.
O problema se repetiu em moedas de 2001, mas com uma diferença: o erro mais buscado é o cunho quebrado. “O defeito no cunho gera uma marca visível no lado da moeda com o rosto de Dom Pedro I. Essa falha torna a peça única para os colecionadores”, explica o Seu Crédito Digital. Moedas com esse erro, dependendo da conservação, podem chegar a R$ 400 no mercado de colecionadores.
Já as moedas de 2012 chamam atenção pelo erro de reverso invertido, quando a face que deveria estar no avesso — como o valor nominal ou o ano de emissão — aparece no lugar do anverso. Peças com esse tipo de defeito também despertam grande interesse entre quem coleciona, pois são consideradas incomuns e valiosas.
Ou seja, antes de descartar aquelas moedas antigas de dez centavos que estavam guardadas na gaveta, vale a pena conferir se alguma delas apresenta erros de cunhagem. Para os colecionadores, até mesmo uma moeda aparentemente comum pode se tornar um verdadeiro tesouro.





