Um assalto cinematográfico ao Museu do Louvre neste domingo, 19, levou à suspensão da visitação e deixou os franceses em choque. Em uma ação que durou apenas quatro minutos, criminosos invadiram o museu por volta das 9h30 (horário local) e levaram joias da monarquia francesa de valor incalculável.
O grupo, formado por três ou quatro assaltantes, teria agido na Galeria Apolo, onde estão expostas peças de Napoleão Bonaparte e das imperatrizes Marie-Louise e Eugénie. O episódio reviveu uma lembrança quase tão inacreditável quanto o roubo atual: o desaparecimento da Mona Lisa, há mais de um século.
O dia em que o mundo perdeu — e reencontrou — o sorriso mais famoso da arte
Em 21 de agosto de 1911, o Louvre amanheceu fechado e silencioso quando um ex-funcionário do museu, Vincenzo Peruggia, decidiu agir. Ele procurava uma pintura italiana fácil de transportar — e encontrou. Pequena o suficiente para caber sob o casaco, a Mona Lisa deixou o museu escondida como um simples cartaz.
O desaparecimento causou um frenesi mundial. Mais de 70 policiais foram mobilizados, o museu foi esvaziado e até Pablo Picasso chegou a ser interrogado como suspeito.
A pintura, porém, só seria encontrada dois anos depois, na Itália. Peruggia confessou ter mantido o quadro debaixo da cama durante todo esse tempo. O motivo do roubo? O italiano revelou que desejava “devolver” a obra à sua pátria, pois acreditava que ela havia sido roubada por Napoleão. Ele ficou apenas sete meses preso.
Monalisa
Durante o tempo em que esteve desaparecida, a Mona Lisa se tornou uma lenda: estampa de jornais, propagandas e até chocolates. Quando finalmente retornou ao Louvre, o público fez fila para ver o espaço vazio onde ficara exposta — e, depois, o próprio sorriso que havia conquistado o mundo. Desde então, o quadro nunca mais deixou de ser a joia mais vigiada da França.





