O Rio de Janeiro está prestes a viver uma revolução em sua mobilidade urbana. Batizado de Aquaviário Lagunar de Jacarepaguá, o projeto prevê a criação de um sistema de barcos para integrar como transporte público.
Ao todo, a rede aquática vai cobrir uma área de 12 milhões de metros quadrados e deve beneficiar milhares de moradores da Zona Oeste, interligando as lagoas da Tijuca, Jacarepaguá, Marapendi e Camorim.
Como vai funcionar o novo transporte
A iniciativa da Prefeitura do Rio começará com cinco estações principais: Jardim Oceânico (Metrô), Península (Barra da Tijuca), Parque Olímpico, Rio 2 e Recreio dos Bandeirantes.
O sistema busca oferecer uma alternativa para enfrentar o “drama da mobilidade” que atinge regiões como Rio das Pedras, Gardênia e Muzema, onde muitos trabalhadores enfrentam longos deslocamentos diariamente.
O Aquaviário contará inicialmente com oito linhas obrigatórias, entre elas: Rio das Pedras – Linha Amarela, Bosque de Marapendi – Jardim Oceânico e a circular Lagoa de Jacarepaguá. Os barcos terão capacidade de 42 a 120 passageiros, com cabines fechadas, assentos confortáveis, acessibilidade, sinalização noturna e saídas de emergência.
O sistema será totalmente integrado ao metrô, BRT e linhas de ônibus, além de aceitar o Bilhete Único Carioca e o Jaé, mantendo a tarifa inicial de R$ 4,70. A expectativa da prefeitura é que, quando em plena operação, o serviço transporte cerca de 85 mil passageiros por dia, ajudando a desafogar avenidas como Ayrton Senna e das Américas.
Além da mobilidade, o projeto prevê obras de despoluição e manutenção contínua das lagoas, o que deve melhorar o meio ambiente e ainda atrair turistas. O investimento total será de R$ 100 milhões, com previsão de início da operação em outubro de 2026.
Com a chegada desse novo modal, moradores da Barra, Jacarepaguá e Recreio poderão trocar o engarrafamento pelo passeio de barco no dia a dia — um avanço que promete transformar a forma de se locomover pela cidade.





