Nesta terça-feira, 12, uma iniciativa anunciada por Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, fez com que motoristas de aplicativo comemorassem. Isso porque o governo federal lançará, nos próximos dias, um programa de financiamento de veículos no qual dará desconto para que esses profissionais possam comprar carros em 2026 por um preço mais baixo. A ação também beneficia taxistas.
Em fala no programa Bom Dia, Ministro, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Boulos destacou que atualmente muitos motoristas de aplicativos fazem corridas utilizando carros de terceiros, sendo eles alugados. Isso, segundo ele, prejudica a renda desses trabalhadores, pois eles precisam pegar parte de seus lucros para pagar o valor do aluguel do automóvel.
Novo modelo de financiamento
A ideia do governo federal é proporcionar opções de financiamento mais vantajosas, com juros reduzidos e maior prazo para pagamento. De acordo com Boulos, o intuito é que o programa seja lançado até o final de maio. Vale ressaltar que os detalhes dessa nova linha de crédito serão divulgados nos próximos dias.
Regulamentação dos trabalhadores de aplicativos
A proposta de regulamentação dos trabalhadores de aplicativos acabou perdendo força dentro do governo após mudanças feitas no texto do projeto durante a tramitação no Congresso. Segundo o deputado Guilherme Boulos, o relatório apresentado sofreu alterações em relação ao que havia sido discutido inicialmente entre parlamentares e integrantes do Executivo, movimento que teria ocorrido após pressão exercida por grandes plataformas digitais do setor.
Entre as empresas citadas estão Uber, iFood e 99, que possuem forte participação no mercado brasileiro de mobilidade e entregas. De acordo com Boulos, o novo formato do projeto deixou de garantir avanços considerados essenciais para os trabalhadores, principalmente em pontos ligados à proteção social e às condições de remuneração.
Na prática, o impasse mostrou a dificuldade de equilibrar interesses econômicos das plataformas com demandas por ampliação de direitos trabalhistas. Esse cenário acabou reduzindo o apoio político ao texto dentro do próprio governo federal.





