Laís Caldas, ex-participante do programa Big Brother Brasil, recentemente divulgou nas suas redes sociais uma notícia inesperada: aos 34 anos, ela engravidou enquanto fazia uso do medicamento Mounjaro e anticoncepcional oral.
Mounjaro, utilizado principalmente para controle de peso e tratamento de diabetes tipo 2, atua retardando o esvaziamento gástrico. Esse processo pode dificultar a absorção de medicamentos orais, como anticoncepcionais.
Estudos indicam que a tirzepatida pode reduzir em até 20% a concentração de etinilestradiol, um componente comum em contraceptivos, no sangue. Essa redução na eficácia é mais significativa durante as primeiras quatro semanas de uso ou após qualquer aumento de dosagem.
Além de afetar a absorção hormonal, o Mounjaro e outros medicamentos da classe GLP-1, incluindo Ozempic e Wegovy, podem causar efeitos colaterais como náuseas, vômitos e diarreia. Tais sintomas têm o potencial de comprometer ainda mais a eficácia dos anticoncepcionais ao impedir que sejam absorvidos adequadamente.
Recomendações para usuárias de Mounjaro
Frente a esses riscos, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) aconselha que mulheres em tratamento com tirzepatida utilizem métodos contraceptivos não orais, como implantes ou dispositivos intrauterinos (DIU), para assegurar uma proteção contraceptiva mais eficaz.
O acompanhamento médico é crucial para que as pacientes tenham um planejamento familiar adequado e seguro.
O caso de Laís Caldas traz à tona a necessidade de maior conscientização sobre a interação de medicamentos para emagrecimento com métodos contraceptivos. Especialistas têm investigado continuamente essas interações para atualizar diretrizes e melhorar a segurança das pacientes.





