A decisão de erguer barreiras físicas para conter a imigração irregular não é exclusiva dos Estados Unidos. No Chile, o novo presidente José Antonio Kast determinou a construção de estruturas na fronteira com a Bolívia como parte de um pacote de medidas voltado ao controle migratório e à segurança nacional.
A iniciativa foi anunciada nesta quarta-feira (11/3), durante a assinatura dos primeiros decretos do novo governo. Segundo Kast, a medida busca dificultar a entrada clandestina no território chileno e reforçar a vigilância nas regiões fronteiriças do norte do país.
Nos Estados Unidos, a construção de um muro na fronteira com o México tornou-se uma política central de segurança focada em conter a imigração irregular. A proposta foi amplamente defendida pelo presidente Donald Trump, que impulsionou projetos com estruturas de aço e concreto ao longo da divisa.
Plano prevê barreiras e reforço militar
No caso chileno, a construção das barreiras faz parte do chamado Plano Escudo de Fronteira, que estabelece mudanças legais e operacionais para reduzir a imigração irregular. O decreto determina que os ministérios da Defesa e do Interior adotem medidas para desencorajar a entrada ilegal no país.
Entre as ações previstas estão alterações nas normas sobre o uso da força, além da instalação de barreiras físicas em trechos considerados críticos da fronteira.
Outro decreto também prevê o aumento da presença militar no norte do Chile. A proposta inclui ampliar a vigilância com o uso de drones, sensores e melhorias nos sistemas de comunicação.
O combate à imigração irregular foi uma das principais promessas da campanha de Kast. Durante o anúncio das medidas, o presidente pediu colaboração do Exército para reforçar o efetivo na fronteira e apoiar a implementação das novas estruturas.
Dados oficiais indicam que cerca de 337 mil estrangeiros vivem atualmente no Chile sem documentação regular.





