Ao pensarmos em um país extremamente fechado para o resto do mundo em que o acesso à informação e internet é controlado pelo governo, pensamos imediatamente na Coreia do Norte.
Contudo, existe um país, também localizado na Ásia, onde até a estética da cidade segue padrões rigorosos. Este lugar é o Turcomenistão, uma das nações mais fechadas e enigmáticas do planeta.
País isolado chama atenção por regras incomuns e arquitetura única
Localizado na Ásia Central, entre países como Irã e Afeganistão, o Turcomenistão combina riqueza em gás natural com um modelo político altamente centralizado. A capital, Asgabade, é conhecida mundialmente pela aparência incomum: prédios públicos e privados revestidos em mármore branco dominam a paisagem, rendendo à cidade um recorde no Guinness pela maior concentração desse tipo de construção.
Mas o visual moderno contrasta com restrições severas. O acesso à internet é limitado e controlado pelo Estado, com bloqueios frequentes a redes sociais, aplicativos de mensagens e veículos internacionais. O Wi-Fi, embora exista, é escasso e monitorado, tornando a conectividade algo longe da realidade comum em outros países.
O controle da informação também se reflete na imprensa, que não atua de forma independente. O conteúdo consumido pela população é amplamente filtrado, reforçando uma narrativa oficial única.
Outro ponto que chama atenção é a postura do país durante a pandemia. Enquanto o mundo enfrentava a disseminação da COVID-19, o Turcomenistão declarou não ter registrado casos da doença. Especialistas internacionais, no entanto, levantaram dúvidas sobre a confiabilidade desses dados, devido ao histórico de censura e controle estatal.
Mesmo com esse isolamento, o país abriga cenários impressionantes, como o deserto de Karakum e a famosa “Porta do Inferno”, uma cratera em chamas há décadas.
Entre luxo visual, silêncio informativo e regras rígidas, o Turcomenistão segue como um dos países mais incomuns — e menos acessíveis — do mundo.





