A Air Fryer virou presença constante nas cozinhas brasileiras, cercada por uma promessa tentadora: preparar alimentos mais saudáveis sem óleo.
Mas, afinal, air fryer faz mal? Ou tudo depende de como ela é usada? A ciência tem algumas respostas — e elas vão além do senso comum.
Air fryer faz mal? Entenda o que dizem especialistas
O primeiro ponto é claro: a air fryer não transforma automaticamente qualquer alimento em saudável. Em entrevista ao jornal O Globo, a nutricionista Nichola Ludlam-Raine explica que “o maior equívoco é achar que a fritadeira a ar torna os alimentos saudáveis automaticamente”. Segundo ela, o benefício está na redução do uso de óleo — mas a qualidade nutricional continua dependendo do que vai para o prato.
Ou seja: preparar legumes ou proteínas magras pode ser positivo, mas alimentos ultraprocessados, como nuggets e batatas congeladas, continuam ricos em gordura, sódio e calorias.
Do ponto de vista técnico, a air fryer funciona como um forno de convecção, circulando ar quente em alta velocidade. Isso reduz significativamente o valor calórico das refeições em comparação à fritura tradicional — o que, segundo especialistas, já representa uma vantagem importante.
Mas há um ponto de atenção que costuma gerar dúvidas: a formação de substâncias potencialmente nocivas, como a acrilamida. Em entrevista à CNN Portugal, a nutricionista Daniela Duarte esclarece que isso não é exclusivo da air fryer. “A acrilamida surge em alimentos ricos em amido quando expostos a altas temperaturas”, afirma. Ou seja, o risco está no que é preparado — não no aparelho em si.
A recomendação é evitar que os alimentos queimem ou fiquem escuros demais. Temperaturas moderadas e tempo adequado fazem diferença.
No fim, é simples entender que não faz mal preparar alimentos na air fryer, desde que ela seja usada corretamente. O impacto na saúde depende menos do aparelho e mais dos alimentos.





