A África está testemunhando uma transformação geológica significativa: a divisão lenta de sua placa tectônica. A National Geographic informou que o continente está se partindo em duas massas de terra distintas devido à separação das subplacas somali e núbia.
Este processo geológico pode eventualmente dar origem a um novo oceano. O fenômeno começou na região de Afar, no norte da Etiópia, milhões de anos atrás, e está avançando em direção ao sul.
Transformação geológica no sistema Rift
O Sistema do Rift da África Oriental (EARS) atravessa vários países, sendo uma região geologicamente muito ativa onde o continente africano está se dividindo.
Países abrangidos:
- Etiópia
- Quênia
- Tanzânia
- Uganda
- Ruanda
- Burundi
- República Democrática do Congo (RDC)
- Djibuti
- Eritreia
- Malawi
- Moçambique
- Somália (partes)
- Zâmbia (partes)
Esta fratura tectônica resulta da separação acelerada entre as placas somali e núbia, impulsionada por fluxos de magma e atividades vulcânicas. À medida que as placas se afastam e o solo se estica, um novo oceano pode surgir, alterando o mapa africano em milhões de anos.
Consequências geológicas para a África
A magnitude desse fenômeno geológico, embora gradual, já impacta regiões como o Quênia, onde estradas foram danificadas por fissuras terrestres. A constante atividade vulcânica é tanto um espetáculo natural quanto um desafio para as populações locais.
A área está posicionada sobre uma zona tectônica ativa, prenunciando transformações futuras significativas.
Historicamente, processos semelhantes ocorreram, como a separação entre a África e a América do Sul que formou o Oceano Atlântico. Embora as mudanças não sejam visíveis instantaneamente, a divisão tectônica atual reflete transformações que, ao longo de milhões de anos, devem redesenhar continentes e oceanos.





