A Islândia, conhecida por suas paisagens vulcânicas, fontes termais e cenários de tirar o fôlego, voltou a ocupar o topo do Índice Global da Paz 2025. Pelo 17º ano consecutivo, a nação nórdica foi considerada o país mais pacífico do planeta, superando 162 outras nações avaliadas pelo levantamento.
O estudo, elaborado pelo Instituto de Economia e Paz (IEP), analisa critérios como segurança social, intensidade de conflitos internos e externos e nível de militarização. Além da liderança no ranking da paz, o país figura em terceiro lugar no Relatório Mundial da Felicidade e segue entre os destinos turísticos mais sonhados do Hemisfério Norte.
O segredo da tranquilidade
Segundo o relatório, a chave está na chamada “paz positiva”, definida como o conjunto de atitudes, instituições e estruturas que sustentam sociedades estáveis. Essa base, afirma o IEP, está associada ao maior crescimento econômico, bem-estar social, juros mais baixos e resiliência a crises globais.
O top 5 dos países mais pacíficos é completado por Irlanda, Nova Zelândia, Áustria e Suíça. Já na América, Canadá e Costa Rica se destacaram como os líderes regionais.
O cenário mundial
Apesar do exemplo islandês, o panorama global é preocupante. Desde 2008, a pontuação média dos países no índice caiu 5,4%, enquanto a distância entre as nações mais e menos pacíficas aumentou 11,7%.
O relatório de 2025 ressalta que o planeta vive uma “crise de conflitos violentos”, em 2023 foram registrados 59 conflitos entre Estados, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial.
Quem está no fim da lista
Neste ano, a Rússia apareceu pela primeira vez como o país menos pacífico do mundo, seguida pela Ucrânia. Outras nações com baixas pontuações incluem Israel, Coreia do Norte e os Estados Unidos, que ocupam apenas a 128ª posição, abaixo de países como Honduras e Bangladesh. A baixa colocação americana é atribuída ao seu elevado nível de militarização.
Na Europa, a França foi classificada como a nação mais militarizada da região, enquanto na América do Sul, a tendência foi oposta, o índice registrou melhora, com Peru e Argentina mostrando os maiores avanços.Na África Subsaariana, os países mais pacíficos foram Maurício, Botsuana e Namíbia, destinos já consolidados no turismo internacional, que atraem desde recém-casados até aventureiros em busca de vida selvagem.





