Uma rotina de trabalho que costuma terminar por volta das 15h, alto nível de confiança nas instituições e forte equilíbrio entre vida pessoal e profissional ajudam a explicar por que a Noruega figura entre os países mais felizes do planeta.
De acordo com o Relatório Mundial da Felicidade, elaborado com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), o país ocupa a liderança do ranking que avalia a qualidade de vida e o bem-estar da população.
Embora não exista uma lei que determine o fim do expediente às 15h, muitos trabalhadores noruegueses encerram a jornada no meio da tarde graças à cultura local, que privilegia horários flexíveis, produtividade e tempo livre para a família, atividades físicas e lazer.
Felicidade vai além da renda e envolve qualidade de vida
O levantamento da ONU analisa 155 países e utiliza critérios que vão muito além da economia. Entre os fatores considerados estão a renda per capita, a expectativa de vida saudável, o apoio social, a liberdade para tomar decisões, a percepção sobre corrupção e a disposição da população para praticar atos de generosidade.
Na edição do estudo, a Noruega assumiu a liderança após superar a Dinamarca, que ocupava o primeiro lugar no ano anterior. Islândia, Suíça e Finlândia também aparecem entre as primeiras posições.
O Brasil aparece na 22ª colocação, à frente de países como Argentina e República Tcheca. Na América Latina, a Costa Rica lidera o ranking regional, enquanto o Chile figura como o sul-americano mais bem colocado.
Especialistas apontam que o desempenho dos países nórdicos está ligado a uma combinação de estabilidade econômica, políticas públicas eficientes, baixos índices de corrupção e boas condições de trabalho.
Nesse cenário, jornadas mais equilibradas e maior tempo dedicado à vida pessoal contribuem para níveis elevados de satisfação, mostrando que a felicidade está relacionada também à qualidade das relações sociais e ao bem-estar da população.





