Em 2024, o Brasil atingiu uma expectativa de vida média de 76,6 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este avanço de 2,5 meses sobre o ano anterior reflete melhorias contínuas nas condições de saúde e vida da população brasileira. Os dados foram apresentados em uma divulgação do Instituto no último dia 28 de novembro.
O aumento na expectativa de vida foi evidenciado nos diversos segmentos de gênero. No caso dos homens, a expectativa subiu de 73,1 anos para 73,3 anos, enquanto as mulheres passaram de 79,7 para 79,9 anos.
O aumento da longevidade também causa preocupação entre brasileiros, que buscam alternativas à aposentadoria do INSS. Os gastos tendem a aumentar com a idade, principalmente devido ao aumento das despesas com saúde e ao maior custo de vida geral. Muitas pessoas têm optado por previdência privada complementar.
Mortalidade infantil e suas melhorias
A redução expressiva na mortalidade infantil tem desempenhado um papel crucial na crescente expectativa de vida. A taxa atual é de 12,3 mortes para cada mil nascidos vivos, uma queda considerável em comparação com 1940, quando o índice era de 146,6 por mil.
Esta melhoria está associada a políticas de saúde, como a vacinação em massa e iniciativas de saúde neonatal.
Urbanização
Entretanto, a rápida urbanização e suas implicações trazem desafios contínuos. A mortalidade associada a causas externas entre jovens do sexo masculino é notável. Homens de 20 a 24 anos enfrentam uma probabilidade 4,1 vezes maior de não alcançar os 25 anos em comparação com as mulheres. Este padrão persiste nas faixas de 15 a 19 anos (índice 3,4) e 25 a 29 anos (índice 3,5).
Expectativa de vida na terceira idade
Aos 60 anos, a expectativa de vida adicional no Brasil é de 22,6 anos. Comparativamente, em 1940, era de apenas 13,2 anos. Este crescimento é ainda mais perceptível entre as mulheres, que vivem em média mais 24,2 anos, enquanto os homens vivem mais 20,8 anos após essa idade.





