Estacionar nas ruas do Rio de Janeiro está prestes a passar por uma transformação. O prefeito Eduardo Paes (PSD) sancionou, nesta quarta-feira (26), a lei que institui a “Área Azul Digital”, publicada no Diário Oficial e criada para modernizar o estacionamento rotativo da cidade.
A proposta aposta em tecnologia, amplia formas de pagamento e, principalmente, proíbe a cobrança irregular feita por flanelinhas, prática comum há décadas na capital fluminense.
Com o novo sistema, motoristas poderão pagar pela vaga por aplicativo, Pix, cartões, parquímetros eletrônicos ou pontos de venda oficiais. Guardadores de carro só poderão atuar se forem credenciados pela prefeitura, portando identificação e integrados ao modelo de cobrança formal, qualquer pessoa fora desses critérios estará proibida de cobrar pelo uso do espaço público.
Garantir transparência
A lei é de autoria do vereador Marcelo Diniz (PSD) e já havia sido aprovada na Câmara do Rio em outubro. O objetivo é claro, trazer transparência, reduzir casos de intimidação e extorsão nas ruas e criar um ambiente mais seguro tanto para motoristas quanto para trabalhadores que atuam legalmente no estacionamento urbano.
“Essa proposta vai permitir que o Poder Executivo possa fiscalizar, além de criar mecanismos para dar uma melhor condição de vida para os profissionais que realmente trabalham de forma correta. Eles terão um salário, uma identificação”, explicou o vereador ao Diário do Rio.
Administração do novo sistema
A operação da “Área Azul Digital” poderá ser feita diretamente pela Prefeitura do Rio ou repassada à iniciativa privada, por meio de concessão ou Parceria Público-Privada (PPP). A implementação será gradual e ainda depende de regulamentação para definir detalhes técnicos, prazos e regiões onde o modelo será adotado primeiro.
Entre as novidades, está prevista a adoção de softwares de leitura automática de placas, tecnologia usada em cidades como São Paulo e Niterói, que permitirá monitorar em tempo real a ocupação das vagas e facilitar a fiscalização. A prefeitura, entretanto, ainda não divulgou os valores que serão cobrados pelas novas tarifas.
Com a mudança, o município aposta em um sistema mais moderno, seguro e transparente, e promete colocar fim ao lucro irregular obtido por flanelinhas, marcando um novo capítulo na organização das ruas cariocas.





