A aprovação do novo piso salarial dos professores da educação básica no Senado Federal reacendeu uma discussão que interessa a diversas categorias profissionais em todo o país. Entre elas, médicos e cirurgiões-dentistas aparecem como alguns dos grupos que podem ser beneficiados por propostas em tramitação no Congresso Nacional.
O movimento ganhou força após os senadores aprovarem o reajuste do piso nacional do magistério, que passará para R$ 5.130,63 a partir de 2026. Agora, parlamentares pressionam para que projetos que tratam da valorização salarial de outras profissões avancem nas próximas etapas legislativas.
Projeto ainda depende de novas etapas no Congresso
Uma das propostas mais aguardadas é a que estabelece um piso nacional de R$ 13.662 para médicos e dentistas com jornada de 20 horas semanais. O texto também prevê atualização anual dos valores com base na inflação, além de regras para remuneração de horas extras e trabalho noturno.
A proposta que beneficia médicos e dentistas já recebeu parecer favorável na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, mas ainda precisa passar por novas análises antes de seguir para votação na Câmara dos Deputados.
Além dessas categorias, outros profissionais também acompanham as discussões. Assistentes sociais aguardam o avanço de um projeto que cria piso de R$ 5,5 mil para jornadas de 30 horas semanais. Já trabalhadores da limpeza urbana podem ser contemplados por uma proposta que estabelece remuneração mínima de R$ 3.036 para garis e margaridas.
Apesar do apoio de parlamentares e entidades representativas, a principal dificuldade continua sendo o impacto financeiro das medidas. O Congresso busca alternativas para definir fontes de recursos capazes de sustentar os novos pisos sem comprometer os orçamentos públicos.
O debate ganhou ainda mais relevância após o caso da enfermagem, cujo piso nacional enfrentou obstáculos para entrar em vigor justamente pela falta de previsão de custeio.





