O vale-alimentação, popular entre trabalhadores brasileiros, enfrenta o desafio de não cobrir as despesas mensais. Segundo pesquisa da Pluxee realizada em fevereiro de 2026, 49% dos trabalhadores preferem o vale-alimentação para compras no mercado.
No entanto, muitos complementam esse benefício com o próprio salário devido aos crescentes custos de vida que encarecem as despesas de alimentação.
Nos últimos cinco anos, a oferta de benefícios de alimentação cresceu significativamente no Brasil. Empresas como Pluxee, Alelo e VR Benefícios relatam aumento na procura por esses benefícios, impulsionado também pelo custo de vida elevado e pela procura por melhor equilíbrio financeiro dos funcionários. Pequenas e médias empresas também estão adotando estes benefícios para seus colaboradores.
Desafios no mercado de trabalho
Apesar do aumento na oferta, os benefícios não conseguem cobrir todas as necessidades mensais. A pesquisa da Pluxee indicou que 62% dos trabalhadores precisam complementar o orçamento com parte de seus salários mensais.
Atualmente, o vale-alimentação dura em média apenas 10 dias úteis, evidenciando a insuficiência para cobrir o mês inteiro. O custo de vida em ascensão intensificaria este desafio. Dados recentes mostram que o valor do benefício permanece insuficiente diante da complexa situação financeira que afeta muitas famílias brasileiras.
Expansão do benefício de alimentação
Este benefício se tornou crucial para atrair e manter talentos nas empresas. A flexibilização para utilização em diversos estabelecimentos e bandeiras amplia sua atratividade. Essa medida está sendo adotada para melhorar a satisfação dos funcionários e reduzir a rotatividade.
Em 2026, novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador transformaram a gestão de benefícios alimentares. O Decreto nº 12.712/2025, em vigor desde fevereiro, permite que vales possam ser usados para fins não alimentares, ampliando seu alcance e utilidade.





