Uma nova regulamentação sobre o uso de inteligência artificial no trabalho começou a repercutir entre profissionais de saúde no Brasil. O texto, aprovado pelo Conselho Federal de Nutrição, estabelece limites claros para o uso dessas ferramentas e reforça regras sobre conduta e comunicação na área.
Apesar do impacto, a norma não proíbe totalmente o uso de inteligência artificial por nutricionistas. O que muda é a forma como essas ferramentas podem ser utilizadas. O novo Código de Ética permite o uso de IA como apoio, mas veta práticas que possam induzir o público ao erro.
Nutricionista pode usar IA? Nova regra impõe limites e muda rotina
Entre as principais restrições está a proibição de criar conteúdos manipulados — como imagens, vídeos ou áudios — que simulem resultados clínicos ou representem pessoas de forma enganosa. A regra também exige transparência: sempre que houver uso de automação ou inteligência artificial, isso deve ser informado ao público.
Outro ponto importante é que a tecnologia não pode substituir o atendimento profissional. Ou seja, o contato direto com o paciente continua sendo obrigatório, e decisões clínicas não podem ser delegadas a sistemas automatizados.
A nova norma também reforça proibições já conhecidas, como a divulgação de fotos de “antes e depois”, promessas de resultados e associações com marcas de produtos. Essas restrições continuam valendo, inclusive quando conteúdos são gerados com auxílio de IA.
Além disso, o código endurece regras sobre publicidade, vetando estratégias como sorteios e promoções para atrair pacientes. A relação com empresas também passa a ter limites mais rígidos, com restrições à vinculação da imagem profissional a marcas.
A resolução entra em vigor em até 90 dias. O descumprimento pode levar a penalidades que vão desde advertência até a suspensão do exercício profissional, indicando uma tentativa de adaptação da área às novas tecnologias sem abrir mão da segurança e da ética.





