Viajar para a Europa acaba de ganhar uma nova etapa obrigatória. Entrou em vigor nesta sexta-feira (10) o EES (Sistema de Entrada e Saída), um controle eletrônico que muda a forma como brasileiros e outros estrangeiros acessam 29 países do Espaço Schengen.
Na prática, o sistema substitui os tradicionais carimbos no passaporte por um cadastro digital com coleta de dados pessoais e biométricos. Sem esse registro, o viajante pode ser impedido de entrar no país.
Como funciona o novo controle e quem precisa se cadastrar
O EES vale para turistas e viajantes de negócios que pretendem ficar até 90 dias na Europa. Isso inclui brasileiros, que agora precisam registrar informações como foto do rosto, impressões digitais e dados do passaporte logo na chegada.
O processo pode ser feito em totens de autoatendimento nos aeroportos ou com agentes de imigração. Para agilizar, a União Europeia também disponibilizou o aplicativo “Travel to Europe”, que permite antecipar o cadastro em até 72 horas antes do embarque. Após o preenchimento, o passageiro recebe um QR Code para validação no destino.
Os dados ficam armazenados por até três anos ou até o vencimento do passaporte e podem ser reutilizados em viagens futuras, reduzindo a necessidade de novos cadastros.
Apesar da promessa de modernização e mais segurança, o início da implementação tem gerado preocupação. Testes realizados em aeroportos europeus já registraram filas longas, e companhias aéreas recomendam que passageiros cheguem com antecedência maior para evitar problemas, especialmente em conexões.
O objetivo do novo sistema é reforçar o controle migratório, monitorar o tempo de permanência de estrangeiros e dificultar entradas irregulares. No entanto, especialistas alertam que a adaptação pode ser lenta nos primeiros meses.
Vale destacar que o EES não substitui o futuro ETIAS, autorização eletrônica de viagem prevista para 2026. Até lá, o cadastro biométrico passa a ser etapa essencial para entrar na Europa.





