Relatos de usuários sobre golpes envolvendo motoristas da Uber têm se multiplicado nas redes sociais e em canais de defesa do consumidor.
As denúncias apontam para cobranças indevidas realizadas por meio da manipulação do chamado código de segurança, recurso criado pela própria plataforma para aumentar a proteção dos passageiros durante as corridas.
Golpe explora falha no uso do código de segurança do aplicativo
Segundo os relatos, o esquema começa antes mesmo do embarque. Alguns motoristas solicitam o código de verificação — composto por quatro dígitos — ainda à distância, alegando problemas no aplicativo ou pressa para iniciar a viagem.
Ao fornecer a informação, o passageiro acaba autorizando o início da corrida sem estar no veículo. Em poucos minutos, a viagem aparece como em andamento, muitas vezes em um trajeto completamente diferente do solicitado.
A fraude costuma ser percebida apenas quando o usuário recebe notificações de deslocamento inesperado ou quando a corrida é encerrada com um valor muito acima do previsto. A situação provoca sensação de insegurança e frustração, especialmente entre quem utiliza o aplicativo com frequência.
Procurada, a Uber reconheceu a existência de ocorrências semelhantes e informou que reforçou seus mecanismos internos de monitoramento para identificar comportamentos suspeitos. A empresa destacou que o código de segurança deve ser informado somente no momento do embarque, quando passageiro e motorista estão juntos, funcionando como confirmação da autenticidade da corrida.
A plataforma também afirmou que motoristas que descumprem as regras podem sofrer sanções, incluindo bloqueio da conta. Em casos comprovados de fraude, a Uber diz realizar reembolsos aos usuários prejudicados.
Especialistas recomendam que passageiros nunca compartilhem o código antes de entrar no veículo e que denunciem imediatamente qualquer irregularidade pelo próprio aplicativo. Registrar detalhes da corrida pode facilitar a análise e acelerar a devolução dos valores cobrados indevidamente.





