O Brasil está em vias de aprovar um novo aumento no salário mínimo para 2026, que deverá passar de R$ 1.518 para R$ 1.631. Esta medida, projetada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), afeta diretamente a vida de milhões de brasileiros, especialmente dos aposentados.
Aproximadamente 28 milhões de aposentados, que atualmente recebem um salário mínimo, poderão ver mudanças em seus benefícios decorrentes desse reajuste. A proposta ainda aguarda aprovação no Congresso Nacional.
A correção do salário mínimo segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses, acrescido de um aumento real de 2,5%. Espera-se que o INPC atinja 4,78% até novembro, resultando num reajuste nominal de 7,44%.
Além do impacto nos salários, o aumento reajusta benefícios sociais ligados ao mínimo, como aposentadorias e pensões.
Impacto do reajuste no poder de compra
O reajuste do salário mínimo também afeta aposentados que recebem acima de um salário mínimo, uma população estimada em 12 milhões de pessoas. Seus benefícios serão ajustados conforme o INPC.
Com a inflação prevista de 3,6%, a correção afeta o poder de compra, estendendo-se além de uma simples adequação inflacionária.
Repercussões econômicas
O aumento do salário mínimo representa um impacto significativo no orçamento público. Cada R$ 1 adicional em aumento gera uma despesa de cerca de R$ 400 milhões para o governo. Ainda assim, o aumento pode estimular o consumo e a inclusão social, contribuindo para o crescimento econômico.
O orçamento para 2026 também prioriza investimentos em saúde e educação, com dotações de R$ 245,5 bilhões e R$ 133,7 bilhões, respectivamente.





