O diabetes tipo 5, uma condição associada à desnutrição crônica, foi oficialmente reconhecido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) durante o Congresso Mundial de Diabetes em abril de 2025, realizado em Bangkok, Tailândia.
Esta forma de diabetes afeta principalmente jovens adultos e adolescentes magros, residentes de países de baixa e média renda. O reconhecimento pela IDF é um marco importante para o diagnóstico e tratamento adequados dessa condição.
Este tipo se diferencia dos diabetes tipo 1 e 2 por não envolver resistência à insulina. Em vez disso, o metabolismo é comprometido por baixa produção de insulina devido à deficiências nutricionais profundas. Essas características são observadas em jovens com índice de massa corporal (IMC) frequentemente abaixo de 19.
Estima-se que entre 20 a 25 milhões de pessoas sejam afetadas mundialmente, com prevalência em regiões da Ásia e África.
Desafios terapêuticos
Diagnosticar o diabetes tipo 5 é um desafio, pois seus sintomas são diferentes dos tipos mais conhecidos. É necessário um novo foco no tratamento, que além de gerir os níveis de glicose no sangue, deve priorizar a recuperação nutricional dos pacientes.
Esta condição requer administração cuidadosa de insulina, além de readequação nutricional para melhorar a saúde geral dos afetados.
Iniciativas para avançar no tratamento
No mesmo congresso em que o diabetes tipo 5 foi reconhecido, a IDF anunciou a formação de um grupo de trabalho dedicado ao desenvolvimento de diretrizes diagnósticas e terapêuticas específicas.
Nos próximos dois anos, espera-se padronizar práticas que possam melhorar a qualidade de vida dos pacientes.





