Julie McFadden, enfermeira especializada em cuidados paliativos, tem observado sinais importantes que ocorrem nas últimas 24 horas de vida. Ela destaca que, ao reconhecê-los, familiares podem se preparar emocionalmente para o falecimento iminente.

No ambiente hospitalar, esses sinais oferecem um contexto esclarecedor sobre o processo de morte, auxiliando na preparação emocional.
Os sinais mais comuns incluem roncos, respiração irregular e um olhar distante, chamados “ronco da morte”, respiração agônica e “olhar da morte”, respectivamente. Profissionais de saúde reconhecem a relevância desses sinais para informar e apoiar famílias durante momentos críticos.
Ronco da morte
O “ronco da morte” é um som semelhante a um gorgolejo, causado pelo acúmulo de secreções em pacientes incapazes de engolir ou tossir. Embora esse som seja natural e não provoque dor, pode ser perturbador para aqueles ao redor.
O reconhecimento desse sinal ajuda a aliviar a angústia dos familiares.
Respiração agônica
A respiração agônica apresenta um padrão irregular e pausado, marcado por suspiros intensos. Esses padrões refletem a dificuldade de oxigenação nos momentos finais da vida, sinalizando a proximidade do falecimento.
Profissionais de saúde utilizam esse conhecimento para guiar as ações de cuidado e comunicação com os familiares.
Olhar distante
Outro sinal observado é o “olhar da morte”, caracterizado por olhos abertos e um olhar distante. Embora não haja consenso acadêmico sobre sua interpretação emocional, alguns profissionais de saúde relatam que a presença e o conforto familiar nesse momento podem ser relevantes.
Preparação emocional
Reconhecer sinais como o “ronco da morte” e a respiração agônica permite que os familiares se concentrem no acolhimento emocional do paciente. Embora esses sinais não se manifestem em todos os casos, seu reconhecimento pode facilitar o processo de luto.





