O Estádio de La Bombonera, a casa do Boca Juniors, localizado em Buenos Aires, passará por uma enorme reforma estrutural. As arquibancadas que ficam ao lado da Iberlucea serão demolidas. O projeto vai marcar uma das maiores renovações na história dos 85 anos deste templo do futebol sul-americano e mundial.
O plano, desenhado pelo presidente e ex-jogador Juan Román Riquelme, prevê intervenções que vão transformar La Bombonera em um estádio com capacidade entre 71 mil e 83 mil lugares, dependendo das exigências da Fifa.
O investimento será inferior a US$ 100 milhões e terá como base a pré-venda de camarotes, além de aportes de empresas argentinas, incluindo um grande banco. O número de camarotes vai saltar de 86 para 240 unidades, e a estimativa é que as obras principais comecem no fim de 2025 ou no início de 2026.
Como ficará o estádio
A proposta consiste em fechar o anel da Bombonera sem necessidade de comprar imóveis vizinhos, solução que supera o antigo Projeto 360, apresentado em 2019 por Jorge Ameal, que dependia da aquisição de casas na região. O campo será deslocado em direção às pistas e à Rua Irala, os bancos de reservas passarão para a Platea L e as equipes usarão um único túnel de acesso, dentro dos padrões internacionais.
O projeto inclui também novos camarotes até o terceiro nível, arquibancadas com maior inclinação, cadeiras mais próximas do gramado, cobertura moderna no último anel e um telão em LED 360 graus. Estão previstas melhorias estruturais, como a instalação de elevadores, a renovação das entradas, pavimentação e iluminação do entorno, novas cercas de proteção e até mesmo uma área gastronômica com um Hard Rock Cafe.
Onde o Boca joga durante as obras
As reformas devem durar de três a seis meses, período em que o Boca Juniors precisará mandar seus jogos fora de casa. Entre os estádios cogitados estão o Estadio Único de La Plata, o Nuevo Gasómetro, do San Lorenzo, e o José Amalfitani, do Vélez Sarsfield.
Disputas encerradas
Com a retirada de La Bombonera da lista de patrimônios protegidos em 2024, abriram-se as portas para a modernização. Isso também significou o arquivamento de outras propostas. Uma delas foi a do empresário Jorge Reale, que sugeria construir um novo estádio na Ilha Demarchi, a 1,3 km de distância, para 112 mil pessoas, com ligação por pontes.
Outra alternativa rejeitada foi o chamado Projeto Esloveno, do torcedor Fabian Fiori, que preservava a arquitetura original e previa negociações diretas com os moradores locais. O plano, que projetava mais de 90 mil lugares e chegou a contar com apoio da barra organizada La Doce, acabou descartado diante da atual decisão da diretoria.





