Mensagens inesperadas, promessas de dinheiro fácil e pedidos urgentes de pagamento via Pix têm feito milhares de vítimas no Brasil, especialmente no fim do ano.
Com mais compras online, viagens planejadas e movimentação financeira intensa, golpistas aproveitam o momento para aplicar golpes de engenharia social, estratégia que manipula emoções como medo e urgência para induzir decisões rápidas — e prejudiciais.
Como funciona o golpe do Pix que mais cresce em dezembro
Um dos golpes mais comuns começa com um SMS de remetente desconhecido, informando que uma transferência Pix foi recebida e está disponível para saque.
O texto convida a vítima a clicar em um link para “liberar o valor”. Ao acessar, o usuário é direcionado para plataformas falsas, muitas vezes ligadas a jogos online ilegais. Para supostamente receber o dinheiro, é exigido o pagamento de uma taxa via Pix e o preenchimento de um cadastro. O resultado: perda do valor pago e roubo de dados pessoais.
Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, outras fraudes se intensificam no fim do ano. Entre elas está o golpe da entrega pendente, muito comum após a Black Friday.
A mensagem cita nome e CPF da vítima e pede o pagamento de uma pequena taxa para liberar uma encomenda inexistente. Há ainda o golpe do CPF cancelado, que usa o nome de órgãos como Receita Federal e Banco Central, simulando páginas idênticas ao Gov.br para cobrar uma falsa regularização.
Também ganham força o golpe das milhas vencidas, que rouba credenciais de programas de fidelidade, e o golpe do upgrade de cartão de crédito, voltado a clientes de alta renda, com promessas de benefícios exclusivos.
Especialistas alertam: desconfie de links, não faça pagamentos por impulso e sempre busque canais oficiais. Em caso de dúvida, digite o endereço do site manualmente no navegador e evite clicar em mensagens. No fim do ano, atenção redobrada pode evitar prejuízos difíceis de reverter.





